O DINHEIRO NA EMPRESA CURA, SUA AUSÊNCIA ADOECE

A empresa é um ser vivo que nasce, aprende engatinhar, aprende a andar, falar, depois vira criança, transforma-se em adolescente, chegando a fase adulta e depois envelhece.


Na fase adulta precisa se reinventar, inovar de acordo com o Mercado, nascer uma luz, pois o mundo está cada vez mais com novidades e novas invenções para uma vida melhor, e com isso a empresa consegue ficar ativa no mercado e sobreviver. Na maioria das vezes os empresários pensam na empresa como uma geradora de renda, mas sem controle, o que causa dividas que na maioria das vezes está atrelado com os gastos pessoais e seus investimentos em bens que não geram rendas.


As empresas são compostas por pessoas, sendo entidades vivas, que aprendem e reagem rapidamente aos impulsos com pensamentos, sentimentos e vontades, com possibilidades de crescer, desenvolver e transformar-se.


Se fala pouco de sua situação financeira e sua relação com a saúde mental e financeira. Existe um alto percentual de pessoas com sérios problemas aguçado com a pandemia.

A saúde mental tem convertido em um tema emergente e preocupante especialmente a partir da pandemia, sendo um grande desafio para a sanidade pública. A Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve como a saúde mental como “um estado de bem estar no qual o indivíduo se dá conta de suas próprias atitudes, podendo afrontar as pressões normais da vida, pode trabalhar produtivamente e frutiferamente e ser capaz de fazer uma contribuição a sua comunidade” e segundo Sigmund Freud disse que a saúde mental é a “ capacidade de amar, de trabalhar e de disfrutar”.


Parece evidente que no último ano, a maioria da população tem enfrentado situações que tem impedido trabalhar, amar e poder disfrutar de sua vida. A precária saúde mental tem mostrado em dificuldades no sono, na alimentação, em afrontar os problemas e nas atividades da vida diária e, em geral, em uma excessiva ansiedade.

Boa parte dessa ansiedade, antes, durante e após os piores momentos da pandemia, tem que ver com a situação financeira dos indivíduos, suas famílias e sua empresa. Ser privado de renda por falta de trabalho e pela impossibilidade de faturar na própria empresa, faz frente a uma forte caída dos mercados, fechamento de lojas, e quebra de uma sociedade em que temos colocado uma parte de nosso patrimônio ou ser objeto de um impacto financeiro que implica, sem dúvida, um nível de ansiedade dificilmente suportada.

O dinheiro é uma das principais fontes de estresse. Uma má situação financeira pode levar-nos a tomar péssimas decisões financeiras, reduzir nossa resiliência antes as situações imprevistas, geralmente estresse e, incluso, afetar a nossa saúde física e mental.

A dificuldade durante a pandemia nos trouxe um nível de ansiedade e estresse mais agravado, mais impacto na saúde física, e nossa situação financeira afeta a todos os aspectos de nossas vidas, como as atitudes, os comportamentos e a estabilidade emocional.


Os problemas de saúde mental podem afetar a tomada de decisões financeiras, o autocontrole da empresa. Aqueles que enfrentam a escassez sofrem uma maior carga cognitiva e manejar os diversos desafios de fazer que os médios ilimitados funcionam deteriorando o funcionamento executivo, incluída a criatividades, a empatia, o planejamento para o futuro e a resolução de problemas.


O estresse financeiro está associado com problemas de saúde mental, que afeta a todas as decisões financeiras da empresa, e pode aumentar o estresse, que chega a piorar a condição de saúde mental. Sem dúvida, é muito importante romper essa barreira e toma decisões para aliviar, e incluso superar, o estresse financeiro solicitando ajuda, se é necessário, de um profissional, da mesma forma que se procura um advogado antes aos problemas jurídicos e legais a um médico ante qualquer mal estar físico.


A saúde física e mental, se reflete a uma gestão econômica de cada pessoa para que as entradas sejam capazes de cobrir os gastos, e podem afrontar possíveis imprevistos. Como em tantos outros âmbitos, a pandemia há aumentando os problemas de saúde mental e física relacionados com a situação financeira.


Sem dúvida a pandemia tem colocado um manifesto que a situação financeira das empresas que não era adequada, depois de ficar um período sem receitas, o que causou muitas fragilidades financeiras. E tem viabilizado uma melhor situação financeira, em que alguns empreendedores conseguiram manejar melhor situação da crise.


A educação e inclusão financeira dos empreendedores de forma a ajudar a saúde financeira através da mudança do comportamento financeiro e a alcançar suas metas.

Devemos trabalhar nossas emoções e comportamentos visando mudar a nossa empresa, na forma de conduzir através de comportamentos inovadores, coerentes e usando o pensamento, o sentir das atitudes, criando rotinas e executando o que foi planejado que forma a chegar no ponto B, após partir do ponto A.


A Educação financeira é base para qualquer empresa ter sucesso e o empreendedor consiga gerir de forma a entender seus números, balanços, demonstrativos de lucros e perdas, fluxo de caixa, margem de lucros e outras ferramentas importantes para que consiga conduzir a mesma através das decisões coerentes e sustentáveis.


Autor:

Anderson Thuner, Contabilista, Economista, MBA USP (Gestão em varejo) e Mestrado UFRRJ (Estratégia e negócios), consultor em educação financeira para empresa e professor. www.gestormais.com.br